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Capa da Ongaku to Hito, edição de maio



A edição de maio da revista japonesa "Ongaku to Hito" traz o DIR EN GREY na capa e uma entrevista com a banda. A mesma será lançada no dia 5 de abril e custa por volta de R$ 15,00.

A revista pode ser comprada nos links abaixo:
Amazon.co.jp
CDJapan

Kaoru no dokugen da Ongaku to hito (Janeiro, 2013)



Contudo eu não tinha dinheiro para comprar uma guitarra de imediato e eu não me importava com que tipo de guitarra eu compraria. Acima de tudo eu queria tocar, então eu perguntei na minha vizinhança se alguém tinha uma guitarra e uma vez que a irmã mais velha de um colega meu da escola possuía uma eu pedi a ela sinceramente pela guitarra e assim consegui pegá-la emprestado. Era uma Stratocaster feita pela TOKAI.

Quando fui buscá-la pensando que "Vou começar a afinando", a irmã desse meu amigo que tinha um jeito um pouco espartano, me entregou a Stratocaster com as cordas soltas. Imediatamente eu fiquei desanimado... As cordas só estavam enfiadas na ponte que é conhecida como tremolo (será que não tem nenhum problema se eu chamar essa parte da guitarra, que é ligada ao seu corpo e que segura as cordas no lugar, assim?), e isso era diferente de soltar uma corda que estava apertada e apertá-la novamente.

Ongaku to hito - Entrevista com o Kyo (Dezembro, 2012) Parte 2

Scans por Deidrichenstein
―Você não quer de maneira alguma ir contra aquilo que você acredita. E por isso você não presta atenção na sua garganta.

Kyo: Eu não me engano, eu não quero me comprometer. Além de música eu não sei fazer nada, por natureza sou uma pessoa inútil. Quando tive problemas com a garganta eu estava me preparando para o pior! Estava preparado pra ouvir "Está tudo acabado para você!". E em resposta a isso, eu tinha essa vontade, essa pureza... Muitas vezes penso comigo mesmo: Isso é digno de você. Sem música... eu realmente não sou bom em qualquer outra coisa... (O Kyo não estava completando as sentenças e parou de falar sem chegar a uma conclusão)


―Durante nossa entrevista no ano passado você me disse que havia alguns conflitos internos devido ao fato de você se achar muito egoísta e que isso era uma vergonha aos seus olhos.

Kyo: Sim, eu constantemente entro em conflito comigo mesmo. Tirando a música, eu sou realmente um inútil, então sim, eu estou sempre em conflito comigo mesmo. Mas agora eu não tenho mais tempo para pensar sobre tudo isso. Este desejo de me expressar está começando a se mostrar cada vez mais e mais forte. Eu só penso em como dar forma a essa necessidade que sinto de me expressar.


―Mais do que nunca um excesso de trabalho físico e mental.

Kyo: Sim... De fato.

Ongaku to hito - Entrevista com o Kyo (Dezembro, 2012) Parte 1

Todos os scans por Deidrichenstein
Em 10 de outubro, oito meses após o anúncio de uma pausa, o grupo retoma suas atividades com um show no Shibuya AX. No centro do palco encontra-se o Kyo envolto de uma estranha elevação e parece não demonstrar preocupação e nem se incomodar com a possibilidade de que sua voz pode lhe decepcionar esta noite. Ele desencadeia exclamações e rugidos com entusiasmo.

Depois de ser diagnosticado com nódulos nas cordas vocais, uma desvantagem para a sua voz, ele deve estar preocupado com a sua própria vida como artista. O que ele pensa quando grita?

Por ocasião do single Rinkaku, aqui está uma entrevista pessoal com o Kyo, que vai nos permitir entrar no centro da questão ou no espírito do Kyo de hoje.


 Faz bastante tempo desde que você foi entrevistado.

Kyo: Sim.

– E já fazia bastante tempo que você não fazia um show, tendo o primeiro show depois de tanto tempo acontecido há apenas três dias. Qual a sua reação?

Kyo: Sem entrar em detalhes no momento, eu acredito que foi um show bastante normal para mim. Eu não tive uma abordagem mais reflexiva ou até mesmo pensei muito como o conduziria.

Então, foi como de costume?

Kyo: Sim. Não passou a sensação de que era o primeiro show depois de muito tempo ou que eu passei por um período de descanso.

– Oh certamente. Quando você apareceu no palco, a reação do público foi extremamente intensa, como você se sentiu em face a tal reação?

Kyo: Eu não consegui ouvir direito mas lembro de pensar que suas vozes estavam realmente fortes. No entanto, eu queria focar na cena/palco e por isso eu não prestei realmente muita atenção.

– E como foi estar novamente no palco? Fazia bastante tempo que vocês cinco não dividiam o palco.

Kyo: No inicio eu não estava realmente ciente dos outros membros da banda por não conseguir vê-los. No entanto... naturalmente, eu sentia a energia. E novamente foi como de costume. Ninguém estava particularmente nervoso.

Ongaku to Hito - Comentários (Dezembro, 2012)


13.10.2012
Kyo DIR EN GREY

"Eu quero estar coberto de lama"

O Sr. Higuchi trabalha com isso há quase 20 anos, e ouvir um pedido como este vindo de um artista não é novidade. Só que desta vez o cara estava falando sério. A cor específica da lama foi decidida com antecedência, devido a isso o tema da sessão de fotos ficou "Kyo - Homen lama".

Chegando ao local, ele trocou de roupa, vestindo um terno, e lá, preparado pelos editores estava uma grande quantidade de lama (na verdade era de argila tingida que normalmente é usada para fazer cerâmica).

De pé em frente a 17 baldes cheios de lama estava o Kyo rindo disfarçadamente.

Receoso, o Sr. Higuchi espalhava lama sobre o corpo do Kyo... "Huh, até que é divertido!"

A lama secava muito rápido, em um curto espaço de tempo, por isso entre as tomadas uma nova camada de lama era exaustivamente aplicada. No inicio o Sr. Higuchi se conteve, mas aos poucos ele corajosamente espalhou a lama, até que a mesma encharcava cada vez mais o vocalista....

O Kyo também perdeu a tensão e, no final, como vocês podem ver nas fotos das paginas 22-23, ele estava deitado de costas no meio de uma poça de lama.

Depois da sessão de fotos ele disse com um sorriso destemido, "Aposto que ninguém fez algo assim antes, uhm?".


Notas:

Esse é um comentário sobre a entrevista que não faz parte da entrevista em si, o comentário aparece na pagina 204, uma das ultimas paginas da revista, e é algo do tipo "curiosidades".


Scan por Deidrichenstein
Tradução para o inglês por Agentpummel
Tradução para o português por Uka SABIR BRASIL

Ongaku to Hito (Dezembro, 2012)

Crédito pelas fotos: Deidrichenstein.tumblr

Kyo na capa da Ongaku to hito



Kyo saiu na capa da Ongaku to hito edição de dezembro que será lançada no proximo dia 05 de novembro.

A revista traz uma entrevista com o vocalista e custa ¥720.

Fonte: Ongakutohito.jp

Kyo na capa da Ongaku to hito

A capa da nova Ongaku to hito (edição de agosto, 2011) foi revelada.



Esta edição além da capa ainda conta com uma entrevista com o Kyo.

A revista será lançada no dia 5 de julho, mas as pré-vendas já estão disponíveis pelo HMV Japan.


Fonte: Site oficial da Ongaku to hito

Ongaku to Hito - Entrevista solo do Kyo (Junho, 2010)


Um uivo inocente




Mesmo se você gritar, em algum lugar, você será capaz de ver o que está à frente
Não há luz a frente? Algo para o qual você está indo na direção 


Texto por : Yasuyuki Higuchi
Foto: Naoki Ishizaka




A performance do Dir en grey englobou os dias 9 e 10 de janeiro como turnê final do ”UROBOROS”, álbum que foi lançado em 2008, o show foi realizado em um local no qual eles não pisavam há três anos, com uma performance meticulosamente elaborada manifestaram seu extremo som superior, a banda que dá 100% ao tentar expressar sua visão do mundo no palco, explodiu através da sua determinação e força interior. O seu apoio em todo mundo é absolutamente reconhecido, mas mesmo sabendo de todo esse talento e experiência adquirida anteriormente, durante este show foi à primeira vez em que essa realidade se tornou um fato para mim.

Em vez do lançamento do DVD gravado ao vivo “UROBOROS -with the proof in the name of living…‐AT NIPPON BUDOKAN” que evidencia esses dois dias minuciosamente, falava-se sobre a muito procurada entrevista solo com o vocalista, Kyo. A primeira vez em que encontrei a banda chamada Dir en grey foi durante o seu segundo álbum “MACABRE” , por volta de 10 anos atrás, mas essa é uma entrevista que eu constantemente desejava fazer. Desde o início da ascensão dos diferentes tipos de bandas chamadas Visual Kei, as musicas e shows do Dir en grey já ultrapassava outros como uma existência incrédula, era assustadoramente real que você não poderia dizer o que foi catastrófico (catastrófico no sentido de marcar uma época) e que era passageiro. E essa também foi à extrema impressão que o vocalista Kyo me passou. Seus gritos que abalam todo o corpo podem ser ouvidos como gritos de alguém pedindo por ajuda em algum lugar, e é por isso que eu sempre quis saber a razão do porque ele continua a gritar até destruir aquela voz. Eu acho que é porque a essência da musica superior e extrema que essa banda continua a tocar, esta lá.

É raro para ele aceitar esse tipo de entrevista longa sozinho, e por não revelar sua personalidade nem mesmo para o núcleo dos fãs, essa entrevista foi realizada com uma quantidade extraordinária de ansiedade. Ele prontamente responder minhas perguntas sem demonstrar qualquer constrangimento ou hesitação foi de fato algo inesperado. E a resposta para a pergunta pela qual eu procurava por tantos anos, - porque você continua a gritar -, mas do que eu tinha imaginado era sua frágil e genuína personalidade, que foi dito sem disfarce sua conexão com a pessoa que persegue um ideal, parece com alguém que eu desconheço.
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-- É sua primeira capa e primeira entrevista?

Kyo: Sim


-- Obrigado

Kyo: Por nada


-- Então, para começar eu gostaria de falar sobre o show em janeiro no Budokan, por volta de antes e depois daquele show, houve algo de diferente para você, ou melhor, houve algo que você havia determinado/estabelecido?

Kyo: Em primeiro lugar, houve um sentimento de que a expressão do “UROBOROS” estava finalmente completa. A turnê começou no ¹Osaka-jo Hall mas no Budokan eu finalmente fui capaz de fazer um show no qual eu pude ficar satisfeito.


-- Na história da sua banda até o momento, especialmente quando vi o segundo dia, eu achei que foi um show muito importante, mas como foi para você?

Kyo: Deixe-me ver... Havia um sentimento de satisfação e realização. Eu acho que naquele momento fomos capazes de dar tudo de nos. Quanto ao primeiro dia, as pessoas ao meu redor me diziam que foi bom, mas para mim, eu não fui realmente capaz de entrar no clima então eu não pude estar satisfeito. Mas essa avaliação não é realmente importante. Apenas ser capaz de pensar “isso é bom ou não”. Especialmente durante o Osaka-jo Hall, eu estava perdendo minha voz e estava nervoso, mais mesmo assim eu fiz tudo que eu podia, no entanto eu não pude ficar satisfeito com o show. Eu vinha constantemente pensando em me vingar e acho que fui capaz de devidamente cumprir isso (a vingança) no segundo dia no Budokan.


-- O que o fez pensar que você foi capaz de cumprir sua vingança?

Kyo: Hmmm eu me pergunto… Não é a respeito da visão que eu idealizei ou porque eu fui capaz de cantar bem, foi à atmosfera e algum tipo de poder, o qual eu não entendo realmente, que engoliu o local. Também foi o sentimento de harmonia da banda. Foi esse tipo de sentimento.


-- Isso não é algo concreto (risos).

Kyo: ...Naquele momento o que era importante para mim era se algo iria progredir ou não.


--Progredir?

Kyo: Sim, quando algo está progredindo ou mesmo quando você esta concentrando-se numa musica, é como se houvesse esse sentimento de estar sendo libertado. Mas senti como se precisamente no segundo dia de Budokan esse sentimento foi alcançado.


-- Eu quero perguntar mais sobre essa sensação. Falando concretamente o que você quis dizer com “estar sendo libertado”?

Kyo: Hmmmm….


-- Um extremo sentimento de vazio?

Kyo: Isso mesmo. Não havia impurezas. Bem eu normalmente não faço coisas enquanto penso a respeito delas, contudo não era mais revigorante, porém era capaz de expressar-se com um sentimento natural em uma condição mais plana. E isso foi relacionado com a banda com sucesso, e eu fui capaz de me libertar. Por exemplo, quando você está fazendo uma musica, eu sobretudo não penso com a cabeça e sim com o sentimento. Especialmente em shows, eu deixo com a atmosfera daquele momento e sem pensar, faço. E por causa disso, eu posso estar um pouco fora do assunto mais, eu odeio ensaios.


-- Hahahaha.

Kyo: Eu constantemente penso que não há nenhum sentido em fazer ensaios (risos).
Por isso o sentimento de que eu estou fazendo ensaio para os Staffs ao meu redor é mais forte. Pra lhe dizer a verdade, eu acho que se apresentar sem ensaiar não tem problema. Por exemplo, em turnês estrangeiras ou em festivais é um fato que não há ensaios. Você imediatamente se apresenta, e é por isso que o monitoramento de som fica tão desordenado, mas todo mundo se apresentando com aquele tipo de condição, é normal lá. Por isso eu acho que tudo em apresentações é importante, mas no passado eu pensava que as performances ao vivo deveriam ter algo de diferente nelas.


-- E é por isso que você quer cantar num estado impulsivo e ²inexpressivo?

Kyo: Eu faço isso constantemente. Se eu pensar em várias coisas e me preparar, seria ai que a contradição apareceria. É como ver o que está por trás. O que está por trás, ou melhor, quando você vê o porquê você fez algo, não é realmente como uma banda (deve se comportar), ou melhor, eu pensaria que era uma banda criada. É a mesma sensação que ensaios de ³MCs.


-- Em todo caso, o que é importante para o Kyo-san é ser capaz de se apresentar quando você fica inexpressivo em meio impulso e sentimento. E você foi capaz de entrar nessa condição no show recente do Budokan, por isso você pensou que foi um bom show?

Kyo: Isso mesmo.


-- Essa é uma razão muito simples. Mas eu acho que tentar buscar isso, mesmo num lugar tão grande como o Budokan é um aspecto importante dessa banda.

Kyo: Por isso que os artistas que eu gosto não são aqueles que vendem muito (risos)


-- Hahahahaha! Por exemplo?

Kyo: A maioria das bandas antigas do Japão, pessoas que são mais hardcore. Eles não pensam e se apresentam, e sim se apresentam através do sentimento, e não se submetem de forma alguma (para a multidão).


-- Nada artificial.

Kyo: Exatamente. Eu realmente amo esse tipo de naturalidade e eu penso “isso é musica”. E por isso... normalmente quando você está em uma banda, você pensa coisas como “da próxima vez eu quero me apresentar nesse local grande” ou “eu quero vender mais”, certo? Mas eu nunca pensei em coisas desse tipo.


-- Você quer dizer, “o quanto você é verdadeiro com a música” é também a maneira do Kyo-san de lidar com a música.

Kyo: Isso mesmo. Ao se fazer música, normalmente qualquer um pensa “Se eu fizer isso não vai ser bem recebido” ou “se eu fizer isso, não vai vender”, certo? Mas eu literalmente não penso em coisas do tipo. Isso porque eu sempre vejo pelo lado de se é divertido ou não quando faço. Se eu perder isso, então está acabado. Dai estaria tudo bem, mesmo se não fosse eu.


-- O que você quis dizer com “estaria tudo bem, mesmo se não fosse eu”?

Kyo: Somente pensar sobre isso e fazer musica, não é autêntico, pensar em fazer musica fácil de ouvir e de fácíl aceitação são coisas que eu nunca quis fazer. Completamente ignorar a vontade de vender mais e fazer apenas o que você quer e que você tem prazer é natural/autêntico, certo? Mas pensar em querer vender mais e se preocupar com outras coisas além da musica não é natural e autêntico de você, certo?


Ongaku to hito: Entrevista com Kaoru (fevereiro de 2011)

Ongaku to hito:
Entrevista com Kaoru
(nº 201, fevereiro de 2011)


A MÚSICA & A PESSOA
DIR EN GREY
201 2 2011

Uma Razão para ser Adorado

Esta nova música permite que nós saibamos como a banda, especialmente agora, tem tido atividades satisfatórias. "LOTUS", um single novo que o DIR EN GREY não lançou desde o ano passado, ecoa um som pesado e turbulento, no entanto, a música se encaixa como uma faixa para o single, porque passa uma sensação de imensidão como se algo houvesse surgido. Ao mesmo tempo, o single representa mais a banda no seu atual estado, e se tornou uma imagem através da qual é mais fácil entendê-los. Enquanto existe uma parte que afasta as pessoas como de costume, após esta parte (como Kaoru disse na entrevista) a porta para a banda está aberta. Não há nenhum recolhimento ou resistência aqui, onde os 5 membros encaram honestamente a música e tomaram uma posição neutra. Isto significa que a música está em um formato limpo e vocês poderiam dizer que essa é a verdadeira natureza deles. Não importa o quão afiado as presas deles possam ser, e o fato de que a banda muda em direção a música pesada e extrema, existe o núcleo por trás. Muitas pessoas os adoram porque agora eles são capazes de moldar esses elementos na música. Vocês conseguem entender como o membro encara a música naturalmente ao ver a aparência dele e os seus sentimentos nessa foto, tanto os prós e os contras, continuam juntos como um, inalterados.

Texto: Yasuyuki Higuchi
Fotografia: Miyake Katsuji
Cabelo & Maquiagem: Atsushi Yamaguchi (EKYQ)



O sentimento satírico ou de destruição não desaparece e, por isso, eu ainda acho que eu quero criar música. Pórem...


—– Já passou um ano desde a nossa última entrevista.

Sim.


—– Primeiramente, eu gostaria que você relembrasse o DIR EN GREY em 2010, eu achei que vocês foram capazes de ter um bom começo com o Budokan no início do ano.

Isso é verdade. Depois disso, foi bom como nós fomos capazes de fazer a produção do som em um estado descontraído. Nós fizemos músicas sem decidir sobre os prazos de lançamentos e começamos a gravar as músicas na ordem em elas que foram feitas. O sentimento de quando nós começamos tudo isso foi... Parecia que nós havíamos aberto a porta para fazer alguma coisa ou a porta do "Vamos fazer algo novo".


—– O que você quer dizer com “porta”?

Por exemplo, se o prazo está próximo, e estamos em uma situação em que existe a necessidade de fazer alguma coisa, há um momento onde a porta se fecha mesmo quando nós queremos abri-la. Mas desta vez não tivemos isso, e nós estávamos em uma condição em que a porta estava aberta quando nós dizíamos isso ou aquilo; contudo foi interessante ao modo da banda. É mais ou menos assim: "Até que ponto essa banda pode ir fazendo algo interessante?"


—– Então vocês foram capazes de criar a música livremente, sem qualquer pressão.

Sim, de fato, foi com liberdade. Uma vez que a sensibilidade da banda se expandiu amplamente, começamos a fazer shows por volta do verão. Mesmo naquele momento, não tínhamos qualquer peculiaridade em relação ao show, não é mesmo? Esta turnê também não foi em função de algum lançamento. Então, nós tocamos algumas músicas velhas.


—– Para mim, pareceu que vocês fizeram bem mais do que só um pouco (risos).

Hahahaha. Também fomos a lugares que nunca tinha ido antes na turnê internacional. Uma vez que foi a nossa primeira vez no local, tocamos músicas do "UROBOROS" (álbum mais recente, lançado em 2008). Portanto, esta é a mesma sensação de quando estamos fazendo as músicas. A banda está passando por um período onde somos capazes de fazer o que gostamos.


—– Isso significa ser flexível, então?

Sim, sim. Nesse sentido, dentre os últimos dois anos, este ano foi especialmente concentrado. Este foi o ano em que a banda se fortaleceu.


—– Entendo. Depois que aquele tipo de primeiro ano terminou, a banda lançou este single, e eu pensei que essa música nasceu porque a banda teve um ano de liberdade, onde tudo foi possível.

Fico muito contente se você se sentiu assim.


—– Como é que o Kaoru-san recebeu essa música?

H-m ... ela tem um poder explosivo. Em geral, tudo é... nós a estamos tocando com toda a nossa força e estamos sendo bem diretos, e eu acho que a música transmite melhor essa simplicidade.


—– Se eu te dissesse: "Explique o que a banda experimentou neste ano passado através de uma música," este talvez possa ser o único single que pode fazer isso.

Bem, eu acho que sim. Se existe muitas informações dentro da música e ela se desenvolve com uma expansão muito rápida, então pode ser confiável dizer que o single que lançamos é assim.


—– Mas eu não tenho a impressão de que esta música seja complexa. A música pode ser complexa se nós fossemos transcrevê-la em uma partitura, no entanto ela é uma música transparente, adequada para um single.

Sim, ela é. A melodia pode ser fácil de cantar se vocês a cantarolarem, mas se vocês tentarem cantá-la realmente, isso, na verdade, é muito difícil. É fácil de entrar no clima da música, mas na verdade, existem vários elementos dentro dela.


( Clique aqui para ler o resto da tradução )


Traduzido para o inglês por Cammie no Orchestrated-Chaos
Scans por elloran no vibible_things
Traduzido para o português por imago no SABIR -Fórum brasileiro do Dir en grey-