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Entrevista com o Kyo na GiGS (Janeiro, 2013) - Parte 2



― Então você também não rever as letras?

Kyo: Não, eu não faço isso. Eu nunca revisei as letras que escrevo, eu as escrevo inspirado na música que ouço. Em um minuto de uma música você já pode sentir toda a atmosfera dela, entende. Então eu começo a escrever. Se a música mudar de alguma forma então a letra também irá mudar, mas se não houver mudança na música, a letra permanecerá a mesma. Eu uso esse sentimento para escrever o que eu quero escrever naquele momento e essa é a parte que eu coloco como um link para a música (o sentimento cria o link entre a música e a letra).

É por isso que eu não consigo explicar, é apenas a maneira como as coisas são. Cantar não tem forma e também não é algo que possa ser visto. Mas eu gosto de sentimentos onde o equilíbrio é bastante distorcido, entende? É estranho, mas eu gosto quando o equilíbrio está perto de ser quebrado.
É como se eu vendasse meus olhos e sem poder enxergar eu escrevesse as letras; Eu escrevo enquanto eu estou apreciando (a música)... Esta é uma mudança abrupta de assunto, mas eu não ouvi a versão original de "Kiri to Mayu". Eu quase não conseguia lembrar da música, então eu fiz a nova versão baseada apenas no que eu conseguia lembrar (risos).

E é por isso que não resta quase nada da música original. Pode haver pessoas que gostam da versão antiga e queriam que certas frases ainda estivessem presentes, mas eu não me importo com isso. Eu acho que é bom fazer dessa forma, de uma maneira que você seja capaz de aprecia-la. Sendo assim, se eu fosse refazer a "Kiri to Mayu" hoje, ela seria completamente diferente da segunda versão. Porque eu uso os sentimentos daquele dia, daquele momento (para escrever).

Entrevista com o Kyo na GiGS (Janeiro, 2013) - Parte 1



― Eu achei que o tempo em que você passou para se recuperar dos problemas que teve na garganta
seria refletido nas letras de "RINKAKU"

Kyo: Ah, é mesmo?

― Durante esse período, a sua mente girou em torno de pensamentos diversos como solidão, etc ou você estava se preparando para o que viria a seguir?

Kyo: Não, não foi nada disso. Em relação à música e meus preparativos como vocalista nada realmente mudou, entende?

― Mas eu ouvi dizer que você não sabia quando a banda retonaria com as suas atividades. Se eu me lembro corretamente, você disse que já estava bem quando eu te encontrei por acaso por volta de maio.

Kyo: Sim, você está correto. Acho que em maio eu já tinha começado a me preparar novamente. Por conta própria.

― Quando você começou a cantar novamente, que tipo de música - ou melodia - você queria cantar?

Kyo: Eu realmente não posso responder a essa pergunta uma vez que não havia nada como: "Porque nós tivemos essa pausa, eu quero escrever letras desse tipo" ou "eu quero transmitir estes pensamentos". Há muitas pessoas que me fazem esse tipo de pergunta, mas para mim foi como uma pausa um pouco mais longa entre turnês (risos).

DRUM MONSTER Act 10


Vídeo por GiGSmagazine

10° ato da série DRUM MONSTER com o Shinya lançada na revista japonesa GiGS.



DRUM MONSTER Act 9




9° ato da série DRUM MONSTER com o Shinya lançada na revista japonesa GiGS.

DRUM MONSTER Act 2 (Agosto, 2012)

O Shinya iniciou uma coluna entitulada "DRUM MOSNTER" (Pt. "Montro da bateria" ou "Bateria monstro") na edição de julho da revista japonesa GiGS.

No ato inicial o bateria deu algumas aulas do seu instrumento favorito e na nova edição de agosto um vídeo demonstrando os passos da edição anterior foi incluso.

Abaixo, segue o vídeo do DRUM MONSTER Act 2:

GiGS: Entrevista com Die, Kaoru, Shinya e Toshiya (Junho, 2011)


Uma entrevista feita de perto no local de gravação do novo trabalho que está superando o álbum anterior!



"UROBOROS", que detinha um inacreditável poder destrutivo, foi lançado em novembro de 2008.


Como está prestes a ser passar 2 anos e meio, os fãs devem estar se perguntando quando o próximo álbum será lançado e que tipo de conteúdo que ele terá. A equipe de entrevistadores da GiGS foi para o local de gravação, e excluindo Kyo, fomos diretos com os outros quatro membros e lhes perguntamos sobre os seus progressos. Qual foi o segredo desvendado por trás do novo trabalho?

Texto / YUKINOBU Hasegawa


O novo trabalho pode ser o mais difícil, onde há uma incrível evolução no desempenho

Após o lançamento do single “Hageshisa To, Kono Mune No Naka De Karamitsuita Shakunetsu No Yami”, a participação no abrangente álbum “Romantist ~ THE STALIN・Endo Michiro Tribute Album~”,  e turnê no exterior, pelos últimos um ano e meio, em paralelo a essas atividades, você já deve saber que o DIR EN GREY continuou com a gravação do álbum. Em abril de 2011, essa gravação está finalmente chegando ao fim.

Eu visitei um estúdio que ficava um pouco distante do centro da cidade. Assim que eu cheguei, a equipe de instrumentos estava prestes a gravar as suas partes para aquele dia. Colocado em uma grande cabine estava o conjunto familiar de bateria do Shinya. O bumbo era diferente daqueles utilizados durante os shows onde ele tem usado, principalmente a carbonply maple desde a gravação de “Hageshisa To, Kono Mune No Naka De Karamitsuita Shakunetsu No Yami”.

"Faltam apenas 4 músicas em relação a parte da bateria. Usei em todas as faixas a carbonply maple para o bumbo. Eu queria criar um som com crueza e força. Estou gravando de uma forma em que para gravar eu tenho um sub-kick na frente de um kick" (Shinya).

Ao redor da cabine Drum Booth (isolador de som da bateria), havia vários estandes, e um deles era para guitarra. Havia uma Diezel VH4, Shark WARZY DRIVE, Emma’s PisdiYAUwot, dois afinadores um KORG e  um Research Turbo no topo da estante, que podia encaixar a cabeça da guitarra. Em relação ao grupo de equipamentos, o Kaoru dominava a área.

GiGS: Entrevista com Kaoru (No.319, abril 2010)






Ele nos diz tudo a respeito dos dois dias nos bastidores do Budokan e sobre o que vem a seguir!


Os dois dias no Nippon Budokan foram realizados em 09/01 e 10/01 como uma conclusão para o álbum "UROBOROS". Essa foi uma performance chocante, onde a energia intensa atacou a visão, audição, olfato, e até mesmo o paladar e o tato do público. E a estrutura foi bem planejada de maneira que não desperdiçou qualquer minuto, desde a montagem do palco até o set list para os dois dias, e o conteúdo que nos permitiu manter o nervosismo e a excitação constantemente. O que eles sentiram no palco e o que eles queriam expressar? E qual o destino deles? Eu perguntei ao Kaoru.

Texto: YUKINOBU HASEGAWA; Foto: Takayuki Mishima



Quando fizemos o show no Osaka-jo Hall, já tínhamos reservado o Budokan.



—— O tema desta conversa será sobre o show no Budokan, mas antes disso, o final de 2008 começou com a turnê "UROBOROS –breathing-" no Osaka-jo Hall, certo? Vocês planejaram desde o início como vocês queriam terminar (uma turnê) novamente em uma casa de show grande?

Kaoru: Sim. Simplificando, eu queria montar um palco no qual muitas pessoas poderiam nos ver. Eu fui capaz de ter uma visão maravilhosa no Osaka-jo Hall, assim como eu fui capaz de enxergar o que eu queria fazer.


—— Foi a particularidade da obra "UROBOROS" que te fez pensar assim?

Kaoru: Talvez, mas havia um forte sentimento da banda sobre querer fazer esse tipo de show.


—— Eu pareço entender isso egoisticamente, como uma grande mudança. A razão é porque há alguns anos alguns membros não sentiam qualquer atração em fazer shows em grandes casas de shows.

Kaoru: Bem, isso é verdade. Mas para ser honesto, no momento em que fizemos o show no Osaka-jo Hall, já tínhamos reservado o Budokan (risos). Nós conversamos sobre fazer o primeiro e o último show em um local grande. Houve até mesmo uma conversa sobre fazê-lo no Osaka-jo Hall novamente. Havia uma idéia de que se nós fizéssemos o último show no mesmo local que o primeiro fazia mais sentido. Mas, houve um sentimento de "Então, o que é o Budokan (risos)?". Então nós decidimos encerrar no Budokan.


—— Antes do show do Budokan, houve um show exclusivo para o fã-clube em Tóquio, Nagoya e Osaka. Houve algum significado nestes shows para o Budokan?

Kaoru: Não, eles foram separados (no significado). Naturalmente, o ensaio para o Budokan já havia começado aquela altura.


—— No show exclusivo para o fã-clube, foi a primeira vez que vocês tocaram "Hageshisa to, kono mune no naka de karamitsuita shakunetsu no yami" e "Zan". O primeiro dia no Shinkiba Studio Coast começou imediatamente com o "Zan" (risos).

Kaoru: Quando você realiza tantos shows assim é problemático decidir sobre a primeira música para o show. Houve algumas músicas inesperadas entre as indicadas, contudo nós nos perguntamos se aquela, Zan, era realmente boa. Então, nós ficamos assim "Por que não tocá-la imediatamente no início (risos)?". A primeira música naturalmente foi a "Zan". Achamos que causaria mais impacto.

GiGS: Entrevista com Die x Shinya (No. 334, fevereiro de 2011)



DIR EN GREY
O single, há muito tempo aguardado, revela um som mais evoluído e insano.



O DIR EN GREY, que entrará na turnê "THE UNWAVERING FACT OF TOMORROW TOUR2010・2011", que também pode ser chamada de uma continuação da sua recente turnê nacional, também estará lançando um novo single intitulado "LOTUS", após cerca de um ano, em 26 de janeiro de 2011. Que tipo de som, essas 5 pessoas, que até agora tem apresentado um som novo cada vez que anunciaram um novo lançamento, vão nos permitir ouvir? Nós temos uma entrevista pessoal com Die e Shinya antes da grande edição de capa do próximo mês!

Texto / YUKINOBU HASEGAWA


Na verdade, nós já a havíamos terminamos uma vez, mas a regravamos com uma guitarra de 7 cordas.


--- Paralelamente as suas atividades ao vivo, vocês também começaram cedo o seu trabalho de estúdio.

Shinya: Depois que os shows no Budokan terminaram em janeiro, começamos a compor por conta própria. Em fevereiro, nós fizemos a primeira música.

Die: Em março, abril e também em maio, quando não estávamos em turnê, nós estávamos no estúdio e continuamos a trabalhar no álbum.


--- Houve uma reação ao álbum "UROBOROS" durante os períodos iniciais de composição de músicas?

Die: Eu acho que a nossa maneira de pensar foi uma grande resposta ao single, "Hageshisa to, Kono Mune no Naka de Karamitsuita Shakunetsu no Yami". Também houve grandes mudanças para nós, como com a criação de tom e com a queda na afinação. Nós temos algumas músicas que já gravamos, mas estávamos à espera para regravá-las mais adiante, dessa maneira, eu acho que também existe uma ligação com o novo single, "LOTUS".


--- Sobre o single "LOTUS", mais uma vez vocês decidiram lançá-lo repentinamente. E uma música que foi incluída nele foi o novo arranjo de "OBSCURE", que vocês também já tocaram em turnês. Quando vocês fazem um novo arranjo para uma música velha, eu acho que vocês sentem a diferença no sentido e na mentalidade da época em que vocês a comporão pela primeira vez em relação ao presente. Então, como foi com "OBSCURE"?

Die: Nós sempre a tocamos em shows, então a afinação e a maneira como nós assimilamos o ritmo é completamente diferente do arranjo original. Ao observar isso também, eu acho que buscamos pela nossa atual cosmovisão de "OBSCURE" enquanto nós fazíamos um novo arranjo.

Shinya: Não foi uma música que não tocávamos há algum tempo, mas sim uma música que continuamos a tocar nos shows, portanto não houve uma nova descoberta quando nós a estávamos gravando. Mas, em relação às músicas antigas que nós tocamos nas turnês, eu fui capaz de ter vários tipos de redescobertas. Por exemplo, como os erros que aconteceram durante o período de composição. Coisas como a afinação ou uma frase tradicional. Ou coisas que foram facilmente feitas naquele momento, mas que agora em contraste, parecem mais difíceis.


--- Por que vocês não gravaram "OBSCURE" do jeito que ela é quando vocês a tocam ao vivo?

Die: Foi quando nós a tocamos e tentamos ouvi-la no estúdio que pensamos "Hmm?", "O andamento não é lento, é?". Agora, parece que seria mais natural se ele tivesse ficado mais rápido.


--- Vocês não gostaram das reações dos fãs quando a tocaram nos shows?

Die: Pessoalmente falando, nós abaixamos consideravelmente a afinação então, honestamente, havia coisas que eu não estava acostumado. Visto que ela era muito grave, havia partes que eu conseguia ouvir antes que eu não podia ouvir agora e eu me perguntei se elas estavam ressoando corretamente. A guitarra em si não foi a mesma usada para a "OBSCURE" atual.


--- De "Hageshisa to, Kono Mune no Naka de Karamitsuita Shakunetsu no Yami" em diante, a afinação dos instrumentos de corda está abaixando. O som atual de vocês está indo na direção de algo que é claro, mas tem afinação grave?

Die: Isso mesmo, eu acho que a maior influência foi termos sido convidados para participar do tributo ao Endo Michiro-san. Eu também fui capaz de desafiar essa participação em um estado "pleno" [considerando a situação]. É porque eu a gravei com uma guitarra de 8 cordas. A partir daí, nós dois (ele e o Kaoru) passamos a usar guitarras de 7 cordas. Foi assim com ambas "LOTUS" e também com "OBSCURE". Na verdade nós já a havíamos terminado, mas a regravamos com guitarras de 7 cordas.


--- Oh, entendo. Em relação a guitarra de 8 cordas que você mencionou, esta é o modelo do Stephen Carpenter (Deftones) da ESP, certo? Pelo que eu me lembro direito depois de ter concluído “OBSCURE”, vocês a testaram no estúdio, então funcionou?

Die: Completamente não, para mim (risos). Uma vez que a afinação foi gradualmente ficando mais grave, houve um tipo de estimulação sonora. Mas quando eu penso sobre o futuro, acho que seria impossível usar principalmente uma guitarra de 8 cordas, falando tanto de "LOTUS" e "OBSCURE", e já que a guitarra de 7 cordas tem o ponto em comum de A, eu também comecei a usá-la. Provavelmente, eu não acho que vamos ficar mais “graves” (risos).




Tradução para o inglês e scan por Risu no Orchestrated-Chaos
Traduzido para o português por imago no SABIR –Fórum brasileiro do Dir en grey-